sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Melhor assim...

Não, "baby(ies)", eu prefiro que você(s) leve(m) um pedacinho do meu coração (e não o contrário), até que não reste nada.
Descobri que é melhor não tê-lo.

domingo, 14 de junho de 2009

"Por una cabeza" (o melhor tango de Gardel)

"Basta de carreras, se acabó la timba".
Mas... Como reconhece o próprio Gardel, "pero si algún pingo, llega a ser fija el domingo, yo me juego entero. ¡Qué le voy a hacer!".
O lobo perde o pêlo, mas não perde o vício.
Um bom "apostador" pode perder tudo nos "jogos da vida", mas enquanto não perde a própria vida, se entrega nas "carreras" que aparecem à sua frente... Às vezes perde, às vezes ganha... Quase sempre "por una cabeza" apenas... É assim... Fazer o quê!?

Vamos continuar comprando...

Em uns dois meses, mais de mil livros vendidos. Em 2 anos, já na 3ª edição. Ainda vou acabar ficando convencido... rsrsrs...
Vamos continuar comprando, pessoal. Por favor!

domingo, 24 de maio de 2009

Nós, os "serizumânu", e essa nossa imperfeição...

O vídeo acima é um clipe com cenas do excelente Crash - No Limite, vencedor do Oscar de melhor filme em 2005. O vídeo fica ainda melhor por causa da bela música cantada por Leona Lewis.
Quem ainda não viu Crash tem que ir imediatamente à locadora e alugá-lo, para assistir o quanto antes. Trata-se, sem dúvida, de um dos melhores filmes que eu já vi.
O filme é uma coletânea de histórias que se interligam, na cidade Los Angeles. Temas polêmicos, como o racismo, são tratados com rara sensibilidade.
Uma vez, conversando com um amigo sobre o filme, ele disse: "Crash nos ensina que ninguém é tão bom, mas ninguém é tão mau". Eu concordei. Mais do que isso: na hora, eu até considerei o que ele disse uma síntese perfeita do filme. Mas não é. Ele estava errado, e eu também.
A grande lição que o filme traz, na minha opinião, não é essa suposta absolvição para nossos erros, para nossos desvios morais. Sim, é sempre fácil dizer: "ah, todos temos virtudes e defeitos". E assim se abre a brecha para o mau comportamento. É a universalização para os atos da vida da velha máxima política do "rouba, mas faz". E assim surgem, por exemplo, o "trai, mas respeita", o "mente, mas considera", o "engana, mas compensa".
Esse relativismo moral é uma marca indelével de nós, os "serizumânu", convictos de nossa imperfeição e completamente resignados com ela.
Não, definitivamente Crash não nos perdoa e não é complacente com essa visão de que todo mundo é bom em certas circunstâncias, mas é mau em outras. E vice-versa. Na minha modesta opinião, essa é uma leitura errada.
Crash, na verdade, é um forte tapa na cara de quem pensa assim. É um soco no estômago de quem advoga esse relativismo como algo intrínseco à moral humana.
Reconhecer as nossas fraquezas, os nossos defeitos, as nossas falhas, os nossos desvios de conduta é algo que temos de fazer não com o sentimento de resignação, de conformismo. É algo que devemos fazer com sentimento de culpa, com espírito de aprendizado e com desejo firme e sincero de mudança.
A vida pode ser muito curta e nos prega muitas peças. Ignorar os seus eventos marcantes e deixá-los passar sem tentar aprender e evoluir é um desrespeito à nossa própria existência.
Amanhã você pode estar na sua moto, voltando pra casa, tranqüilo, e um cavalo pode cruzar o seu caminho, do nada. Ter a chance de acordar no dia seguinte, ainda que seja na UTI de um hospital, pode ser apenas sorte, não é mesmo? Não! Crash me ensinou que não. Crash me ensinou que essa visão relativista das coisas é um mal em si, um mal absoluto.
Não, a vida não "morde, mas sopra". Não, a vida não fere para depois curar. A vida apenas segue seu curso, no rumo das nossas escolhas. E, como eu já disse aqui mesmo certa vez, sempre há escolhas, e sempre há uma escolha correta a ser tomada.
Você pode continuar errando, conformando-se com o seu lado bom, ou não.
E aí? Qual é a sua escolha? O que você vai fazer, "irmão"?

sábado, 16 de maio de 2009

Se você não é capaz de fazer uma coisa, não se envolva numa situação que exigirá essa atitude de você.

Nesse período em que estou de repouso, por causa do acidente, aproveito para ver um filme por dia. Está sendo uma boa oportunidade para assistir aos filmes da Cinemateca Veja, que adquiri recentemente. Um dos filmes a que assisti foi "Los Angeles, cidade proibida", sem dúvida o melhor filme policial que eu já vi.
Várias coisas podem ser destacadas no filme, sobretudo a atuação espetacular de Russell Crowe como o truculento policial Bud White.
Mas o que mais me marcou no filme foi a cena em que o chefão da polícia de L.A. se dirige ao novato e acadêmico Edmund (Guy Pearce) e dispara: "você torturaria um bandido para arrancar-lhe a confissão?" Edmund prontamente responde "não!". Outras perguntas do mesmo nível se repetem, e a resposta continua sendo um sonoro "não". O chefão conclui: "então não se meta a ser detetive da polícia de L.A.".
No final das contas, o cerebral Edmund Exley até se dá bem como detetive policial, mas não sem antes cometer algumas das barbaridades que jurou jamais fazer.
Isso, portanto, deixa claro o valor da lição de moral que aquela cena do filme traz: se você não se sente capaz de fazer algo, não entre numa situação que vai lhe exigir esse algo. Senão, amigo, você vai viver a vida cometendo os mesmos erros.
(LEIA O POST ABAIXO)

sexta-feira, 15 de maio de 2009

A estupidez do pensamento politicamente correto.

O vídeo acima é uma apresentação de um humorista do grupo "DEZnecessários". O humorista, que é negro, zomba da forma politicamente correta de se referir a um negro. Segundo os manuais do politicamente correto, deve-se chamar o negro de afrodescendente. Assistam. É muito engraçado.
A questão, da forma como tratada pelo humorista no vídeo acima, dá ensejo a muitas risadas, mas ela, no fundo, é algo muito sério. O avanço do pensamento politicamente correto no Brasil ainda vai causar graves problemas.
Num post antigo, eu mencionei o caso de uma promotora de SP que está exigindo cotas para modelos "afrodescendentes" nos desfiles do São Paulo Fashion Week. É algo surreal.
Mas se vocês acham que isso é pouco, ou que se trata de um caso isolado, estão muito enganados. Leiam o projeto do Estatuto da Igualdade Racial, prestes a ser aprovado no Senado. É estarrecedor.
As minorias militantes e organizadas vão conseguir um dia transformar o Brasil num país racialista e verdadeiramente preconceituoso. E a 'maioria', abstrata e pulverizada, não existirá mais. Cada um que trate de ingressar num grupo para fazer jus aos seus respectivos direitos em nome de uma igualdade utópica.
E mais: imaginem se o humorista do vídeo acima não fosse negro?
P.S.: o absurdo é tanto que essa semana, numa sessão do Congresso que discutia o tal estatuto, um senador negro se irritou com um assessor que fornecia dados para um senador contra o projeto. Sabem por quê? Porque o assessor é negro. O senador achou que, por ser negro, ele devia ser necessariamente um militante da sua 'minoria'. Precisa dizer algo mais?

segunda-feira, 27 de abril de 2009

"Arte para toda parte", e dinheiro para todo lado.

Quantas vezes eu já falei aqui da relação promíscua entre a classe artística brasileira e o poder público? Algumas, não é verdade? Pois é, hoje sou obrigado a voltar ao tema.
Todos os que me lêem - ou seja, ninguém, hehehe - sabem o que penso sobre essas leis de incentivo à cultura. Quer ser artista, meu amigo? Quer fazer como Lulu Santos diz naquela música, "vender sonhos, ilusões e romances"? Então seja bom o suficiente para lotar a arquibancada do teatro, da sala do cinema ou da pista do show. Não consegue? Ora, então vá trabalhar em outro ramo! Não venha pedir que o Estado financie sua incompetência.
Hoje de manhã eu deparei com um artigo na Folha de São Paulo assinado pelos artistas Beth Carvalho, Lula Queiroga e Ivaldo Bertazzo. Assim que li o título - "Arte para toda parte" - percebi que estavam querendo meter a mão no nosso bolso. Leiam:
----------
As artes são o oxigênio da cultura de um país. No caso do Brasil, refletem a grande diversidade de nosso povo. Refletem as vivências no campo, nas metrópoles, nos periferias, na floresta, na caatinga, no cerrado e no pantanal. São também um de nossos principais produtos de exportação e, com o futebol, o que nos identifica em todo o mundo como um povo original e único.
Um patrimônio dessa qualidade precisa de um incentivo econômico à altura de sua importância. Precisa também estar na ordem do dia do debate público nacional e das definições estratégicas de nosso país. E deve ser visto como um elemento vital para nosso desenvolvimento como nação num mundo em que a produção simbólica e de conteúdo ganha importância econômica. Principalmente em um momento de crise financeira como o que vivemos agora -em que a produção cultural pode ser um dos elementos para alavancar o crescimento do país.
Uma política de Estado para as artes deve levar em conta tudo isso e, mais, garantir a valorização dos nossos artistas consagrados ao mesmo tempo em que amplia as oportunidades para quem está começando. Nas periferias, nos centros urbanos e também no interior, em todos os cantos do Brasil surgem a cada dia novos talentos. E que, muitas vezes, não têm acesso aos recursos públicos de incentivo à cultura. Para dar oportunidade a todos esses artistas, chegou a hora de atualizar a Lei Rouanet. Precisamos de um instrumento legal que permita novas formas de fomento para a cultura, especialmente para as artes, que permitam uma gama maior de recursos para o setor.
A renúncia fiscal é um mecanismo importante, mas nitidamente insuficiente para dar conta da quantidade e diversidade de demandas culturais de nossos músicos, produtores, artesãos, dançarinos, atores, diretores, artistas circenses e de tantas formas de expressão de nossa diversidade de sermos brasileiros.
Em todo o país, o enorme volume de projetos aprovados no Ministério da Cultura e que não conseguem captar recursos é uma prova viva dessa insuficiência. É necessário, portanto, oferecer novas oportunidades de financiamento para todos os tipos de artista.
A proposta do governo federal para a reformulação da Lei Rouanet está aberta para consulta pública, numa grande e inédita convocação ao debate democrático.
O acesso aos recursos públicos precisa ser qualificado a partir de critérios de avaliação transparentes, específicos para cada setor e região de atividade cultural. Discutir esses critérios à luz do dia, como estão propondo o ministro Juca Ferreira e sua equipe em todas as suas aparições públicas, é um expediente democrático da maior importância para a saúde da República. E nós, artistas, estamos e continuaremos participando disso.
Outro avanço é a criação do Fundo Setorial das Artes, que deve fortalecer o financiamento de projetos de diferentes áreas, como música, dança, artes visuais, teatro e circo.
Assim como vem sendo feito pelo Fundo Setorial do Audiovisual. Mas esperamos que os projetos sejam avaliados por nós próprios, artistas, produtores e especialistas com vivência específica de cada linguagem artística.
Consideramos necessário, também, fortalecer o orçamento público da cultura no Brasil. Oxalá o Congresso Nacional seja sensível a essa necessidade e aprove a proposta de emenda constitucional 150, que exige dos governos federal, estaduais e municipais um mínimo de investimento em cultura.
A cultura sempre fez parte do dia a dia de todo cidadão brasileiro e vem ganhando cada vez mais peso na economia do país. Chegou finalmente a hora de colocá-la no centro do debate político e da discussão sobre qual país queremos construir. E essa conquista é uma missão de todos nós: artistas, público, produtores, trabalhadores da cultura, governo e patrocinadores.
A discussão da nova lei de fomento à cultura é a consagração desse esforço. Esperamos que a sua aprovação pelo Congresso Nacional também o seja.
BETH CARVALHO , 62, é cantora.
IVALDO BERTAZZO , 58, é coreógrafo e diretor.
LULA QUEIROGA , 48, é compositor e cantor.
----------
Estão vendo? Renúncia fiscal, para eles, é pouco. A lei atual, para eles, não é suficiente. Os parasitas do Estado querem mais. Além de agüentar os péssimos "artistas" brasileiros, em todas as áreas da "cultura" nacional, ainda temos que pagar pra eles.
Ora, se é pra pagar, eu prefiro pagar pra eles ficarem em casa!

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Saiu a 3ª edição do meu livro!

Já está à venda o livro CURSO DE DIREITO EMPRESARIAL, de minha autoria, publicado pela editora Jus Podivm.
Comprem.
Divulguem.
Segue o link do site da editora, que está com um excelente na pré-venda: http://www.editorajuspodivm.com.br/compras/curdiemp.html.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

"Ainda há juízes em Berlim".

Não conhece a frase usada no título do post? Pesquise no google (hehehe). Brincadeirinha. Eu explico. Ela é muito famosa.
A frase, em si, é de autoria de um escritor chamado François Andrieux, e consta do conto intitulado "O Moleiro de Sans-Souci". A história é mais ou menos a seguinte: no ano de 1745, Frederico II, Rei da Prússia, "déspota esclarecido", percebeu que um velho moinho, vizinho ao seu castelo, atrapalhava sua visão, e prontamente mandou destruí-lo. O proprietário do moinho recusou-se a cumprir a arbitrária ordem do Rei, que então o procurou e disse a famosa frase: "você sabe quem eu sou? Eu sou o Rei e posso, com minha autoridade, confiscar sua propriedade". O moleiro retrucou: "Vossa Alteza, ainda há juízes em Berlim". O moleiro acreditava na Justiça e esperava que ela, ao julgar, fosse imparcial.
Por que eu lembro dessa história agora? Por causa dessa notícia abaixo, que eu li no blog do Reinaldo Azevedo, na Veja.com:
----------
TST decide que Embraer não tem de pagar dias a mais a demitidos
Port Gustavo Hannemann, na Folha:
O TST (Tribunal Superior do Trabalho) suspendeu ontem a decisão do TRT (Tribunal Regional do Trabalho) da 15ª Região, em Campinas, que determinava a extensão do contrato de trabalho de 4.200 funcionários que haviam sido demitidos pela Embraer em 19 de fevereiro deste ano. A decisão que foi suspensa mantinha as demissões, mas previa o pagamento de salário até o dia 13 de março aos demitidos pela fabricante de aviões, como forma de compensação pela perda do emprego. O despacho de ontem, do presidente do TST, Milton de Moura França, acatou provisoriamente o recurso apresentado pela Embraer e livra a empresa de pagar os dias a mais de trabalho até o julgamento final a ser realizado pelo TST. Quando determinou a extensão do contrato de trabalho, o TRT de Campinas considerou que as demissões violavam a legislação que protege o trabalhador de dispensas arbitrárias e que a empresa deveria ter negociado com os sindicatos que representam os trabalhadores antes de demiti-los. O presidente do TST contesta os dois argumentos no despacho, dizendo que a legislação trabalhista não garante a estabilidade do emprego e que não existe norma que obrigue as empresas a negociarem demissões com sindicatos. França diz ainda que as demissões ocorreram durante um período de comprovada dificuldade financeira da empresa e que a Embraer pagou as indenizações e os direitos trabalhistas devidos aos demitidos.
Assinante lê mais
aqui
----------
Estão vendo? Parece que, assim como havia juízes em Berlim, também há juízes no Brasil. Eu já havia criticado a decisão do TRT de Campinas num post antigo. Em conversas com amigos, fui duramente criticado. Está aí. Parece que eu estava certo.

Que nojo!

Eu não conheço a realidade dos outros países, mas eu duvido que em qualquer outro lugar do mundo a relação entre a classe "artística" (a palavra vai assim, entre aspas, porque a noção de artista no Brasil é muito larga, né? Qualquer celebridade instantânea vira artista por aqui...) e o poder político seja tão promíscua como em nosso país.
A classe "artística" é um parasita do Estado, sempre pedindo aquela ajudinha amiga pra fazer um filme, pra montar uma peça, pra pôr uma turnê na estrada. Afinal, essa coisa de capitalismo é só pra empresários, não é mesmo?
No Nordeste, os anos de eleições são a verdadeira época das vacas gordas para as bandas de forró, pagode etc. Mas não é só isso: aniversário da cidade? Festa típica? Tudo é motivo pra dispensar licitação e torrar o "din din" do povo com os "artchistas" do momento. E o povo, coitado, ainda agradece.
E as famigeradas leis de incentivo à cultura? A esquerdopatia já conseguiu até fazer com que o assunto seja "intocável". Critique essas leis pra você ver o que é bom pra tosse! Mas, se você parar pra pensar direitinho, elas são um absurdo total! Quer ser "artchista"? Ótimo. Então se preocupe em ser bom e faça algo que as pessoas gostem. Se você não consegue encher uma sala de teatro, paciência! Vá fazer outra coisa.
Pois é. Mas esse post é pra falar de algo muito mais absurdo, que demonstra ainda mais o nível de promiscudiade entre a classe "artística" brasileira e o poder político. Vejam o que noticiou a Folha de São Paulo:
----------
O deputado Fabio Faria (PMN-RN) confirmou que parte da sua cota de passagens aéreas da Câmara foi usada pela apresentadora Adriane Galisteu, sua ex-namorada. Por meio de sua assessoria, Faria disse que Adriane era sua "companheira" quando as passagens foram usadas.Ele admitiu que sua cota de passagens da Câmara foi utilizada pelos atores Kayky Brito, Sthefany Brito e Samara Felippo, que participaram do carnaval fora de época em Natal, em dezembro de 2007. Eles foram convidados para o camarote que o deputado organizou para o evento.
----------
Viram? Os "artistas" globais, com certeza endinheirados, viajaram para se divertir às nossas custas. Lá, com certeza, ainda ganharam cachê para mostrarem a cara (e a bunda também, no caso das mulheres) nos camarotes.
Dá nojo, de verdade!