Cada um tem seu jeito de amar, de gostar, de odiar, de errar, de acertar, de compreender, de perdoar, de se magoar... de viver.
Mas, é verdade, às vezes o nosso jeito é errado, e a gente, mesmo sabendo que está errado, não consegue mudar.
“Não é da benevolência do padeiro, do açougueiro ou do cervejeiro que esperamos que saia o nosso jantar, mas sim do empenho que eles têm em promover o seu próprio interesse” (Adam Smith, em A Riqueza das Nações)
quinta-feira, 24 de janeiro de 2008
"I love the way you love, but I hate the way I'm supposed to love you back!"
terça-feira, 22 de janeiro de 2008
"Declare guerra a quem finge te amar!"
A miséria do que se chama de música popular brasileira é antiga. A juventude de hoje ou se deleita nos ícones do passado, como o bobão Chico Buarque (no meu meio, quem não diz que ama Chico é considerado um inculto), ou se apega aos artistas-cabeça do momento, como a gasguita Maria Rita.
A juventude dos anos 80 viveu um momento diferente, mas apenas sob um certo aspecto. Naquela época, estouraram nas paradas de sucesso as bandas de rock, como Legião Urbana, Titãs, Ira!, Paralamas do Sucesso, Plebe Rude etc. Muita porcaria foi produzida, é verdade. E junto com o "movimento", nasceu também uma geração metida a "cabeça".
O rock dos anos 90 e 2000 é ainda pior, com raras exceções, que não se encaixam muito bem, todavia, no rótulo "rock", como é o caso da Nação Zumbi. É que o fantasma do rock dos anos 80 permitiu que se criasse uma boa fama de quem fazia rock, simplesmente porque fazia rock. O rock era visto como o estilo de quem tinha consciência social (e aí, já viu, né? Cada letrinha... Aquele hit do Plebe Rude, "Até quando esperar", é tosco até o limite) ou como o estilo de quem contestava o "sistema". Essa imagem cai como uma luva pra quem? Para a juventude e para os "politizados" de miolo mole. Quem nunca foi, quando jovem, a um festival de rock em que a platéia se esmurrava e se chutava na pista, enquanto os músicos quebravam os instrumentos no palco? Eu mesmo fui algumas vezes.
Mas em meio a tanta porcaria, há algo que preste? Há, sim. Bandas como Titãs e artistas como Lobão, a despeito do fato de insistirem, às vezes, em se portarem como garotões, algo como um complexo de Peter Pan, têm bons trabalhos musicais, alguns excelentes. O grande problema é que esses bons artistas, muitas vezes, esquecem que são apenas isso: bons artistas, ou seja, bons naquilo que se propõem a fazer. Passam a achar que são deuses, e isso ocorre, não se pode mentir, também por causa do "endeusamento" deles por parte da mídia e do público. Veja o caso da banda Los Hermanos. São talentosos. Mas exageraram na "máscara". Após lançarem um CD de estréia legal, com uma música que até se tornou hit de carnaval, se irritaram com o mundo e com o "sistema". A partir daí, caíram de vez no gosto dos "cabeças" e passaram a "se achar" mais ainda.
Pois bem. Um dos grupos que, na minha opinião, tem um bom currículo e não caiu na armadilha de passar a "se achar" é o Barão Vermelho. É bem verdade que Cazuza chegou a um nível acima do "se achar", mas eu acho que o Barão não caiu nessa. São rockeiros que souberam crescer e entenderam que ficaram adultos. E mais: perceberam que isso traz mudanças, de comportamento e de estilo. Um garotão metido a culto, que enche a boca pra dizer que ama bossa nova e Chico, sem saber nem o que está falando, é tão ridículo quanto um coroa que insiste em não perder o espírito rebelde que habitava em seu corpo alguns anos atrás.
O Barão Vermelho mostra bem, na minha modesta opinião, que uma banda de rock pode continuar fazendo um bom som, e sem perder a atitude, sem precisar conservar os arroubos e as bobagens do período em que "jogavam no juvenil". Afinal, jogador que se preze, após certa idade, sobe pro time profissional, né?
A música acima é um som típico do Barão. Vamos ouvi-la?
"CUIDADO! Senão você dança!!!" (ou Manual básico de sobrevivência no mundo de hoje)
Que você come?
Que você bebe?
O que você fuma?
Que você compra?
Que você veste?
O que você usa?
Com quem você anda?
Com quem você vive?
Com quem você fica?
Com quem você se envolve?
Cuidado!
Cuidado!
Senão você dança...(2x)
E o flanelinha?
E o avião?
E a camisinha?
O que você fala
No celular?
Com quem você fica?
Com quem você se envolve?
Cuidado!
Cuidado!
Senão você dança...(2x)
E a bebedeira?
E a forma física?
E esse cara, aí do lado?
Com quem você anda?
Com quem você vive?
Quem você ama?
Com quem você se envolve?
Cuidado!
Cuidado!
Senão você dança...(2x)
Cuidado!
Cuidado!
Senão você dança...(2x)
O que você come, bebe,
Fuma, compra, veste e usa?
Senão você dança...(2x)
OBS.: Algumas partes da letra dessa música devem ser lidas com bastante atenção. Nos dias de hoje, ou você toma cuidado com certas coisas ou você dança!
segunda-feira, 19 de novembro de 2007
Sport Club do Recife: campeão brasileiro de 1987!!!
O título brasileiro do São Paulo, conquistado há algumas semanas, trouxe de volta um dos debates mais polêmicos do futebol brasileiro: o do campeonato brasileiro de 1987.
Afinal, quem é o legítimo campeão brasileiro de 1987? Flamengo ou Sport? CLARO QUE É O SPORT!!! A tese de que o Flamengo ganhou a "série A" e de que o Sport ganhou a "série B" é fajuta. Só cai nela um desavisado que não se lembra como tudo aconteceu. Basta lembrar que o Guarani foi vice-campeão da série A em 1986. Ora, como um time que foi vice-campeão no ano anterior jogaria a série B no ano seguinte? O vice-campeão foi rebaixado??? É piada, né?
Como não tenho mais paciência para explicar o que ocorreu, vou postar os vídeos do programa "Terceiro Tempo" de ontem, em que Homero Lacerda foi convidado a explicar o caso, defendendo a conquista do Leão da Ilha.
sábado, 3 de novembro de 2007
E não é que o livro tá vendendo bem!?
Acerbo!
Pouca gente sabe, mas eu tive uma banda. É verdade! Tenho como provar. Como? Ora, fotos do primeiro show e um CD demo, que vez ou outra eu escuto no meu carro.
A proposta da banda era tocar "punk rock". Eu nunca entendi muito de música, mas sempre gostei de rock'n roll. Eu simplesmente gostava. Eu simplesmente gosto. Até hoje. No meu carro, por exemplo, não há um CD sequer de pagode, forró, axé, MPB ou coisa parecida. É só rock'n roll. No máximo, você vai achar também um CD de uma banda pop, sei lá. Sei lá o que é pop... Como eu já adiantei, não entendo de música.
Mas na banda havia um cara que saca muito de música, e ele dizia que o nosso som era punk rock. Então, se ele dizia isso, era isso mesmo.
No início, a banda era praticamente um "Ramones Cover", não apenas pelo fato de todos gostarem dos Ramones, mas também porque as músicas deles são fáceis de tocar. HAHAHAHAHAHA!!!
Foram bons momentos, viu? Os ensaios, as brigas, as festinhas, os "shows"... KKKKKKKKKKK...
Uma das músicas mais legais do set list era essa aí, Pet Sematary, dos Ramones, a maior banda de todos os tempos!!!
Momento da nostalgia...
Mais um feriadão, mais um final de semana prolongado... E mais uma vez a programação é... Casa, DVD's, internet, livros, revistas, etc.
Vou assistir ao filme Tropa de Elite novamente, alugar umas comédias legais com Ben Stiller ou Adam Sandler, ler a Veja, começar a ler um novo livro, navegar bem muito na internet, comer porcaria...
Madrugada de sexta para sábado. Até já tentei dormir, mas não consegui. Então vim navegar na internet. Entrei no youtube e fui procurar vídeos legais. O que eu achei, logo de cara? O vídeo da abertura da minha série favorita durante a minha adolescência: ANOS INCRÍVEIS (Wonder Years).
Essa série mudou minha vida. Foi o primeiro programa de TV que eu acompanhei de verdade, daqueles que a gente espera todo dia pra ver o episódio seguinte grudado na frente do televisor.
A série acompanha o crescimento de Kevin Arnold durante um dos períodos mais importantes da vida política e cultural dos EUA. Os eopisódios tinham vida própria, e cada um deles abordava um tema diferente, sempre tendo em Kevin o personagem principal. A narração era dele mesmo, quando adulto. A amizade de Kevin com Paul Pfeifer, seu melhor amigo; o relacionamento de Kevin com Winnie Cooper, sua primeira namorada; os problemas de Kevin com Wayne, seu irmão; as brigas de seus pais, Norma e Jack; tudo isso era tratado no seriado.
Anos Incríveis realmente era um seriado muito massa! Que saudade!
terça-feira, 16 de outubro de 2007
O mundo com certeza ficou melhor sem Dogville!
Acabo de assistir a um excelente filme: DOGVILLE. Realmente muito bom. Surpreendente, diferente, intrigante, reflexivo, inovador...
A pequena cidade de Dogville é na verdade a personagem principal do filme (lembra quando a sua professora de literatura falou da obra "O Cortiço", de Aluízio Azevedo? Isso mesmo...).
A primeira surpresa do filme é estética: nada de grandes locações, efeitos visuais, fotografia de primeira etc. Tudo se passa num cenário artificial, mas nada de pensar numa grande e sofisticada cidade cenográfica. É como se fosse um palco de teatro, e ainda assim bem rústico. As casas não têm portas, não têm tetos. Certas coisas são identificadas apenas pelo nome escrito no chão, como o cachorro. É um detalhe bem interessante do filme.
A filmagem também é intrigante. A câmera é bem usada, os ângulos são diferentes. Com o tempo, você se acostuma com aquela cidade de mentira e com o seu cotidiano.
A narrativa também é inovadora. Um narrador oculto explica os acontecimentos, além de interpretar muitas vezes as atitudes dos personagens.
A vida de Dogville muda quando chega à cidade, na calada da noite, uma linda jovem, perseguida por gângsteres e pela polícia local.
A cidade de Dogville e seus pacatos moradores a recebem bem, apesar da suspeita de ela ser uma pessoa perigosa. Dogville era o mocinho, e Grace, a linda jovem, até então era uma suposta bandida.
Os moradores de Dogville, e a própria cidade, vão se mostrando cada vez mais bonzinhos com a bela Grace.
Mas a história começa a mudar com o passar do tempo. Grace, por mais que se mostre uma pessoa correta, honesta, confiável, vai sendo maltratada pela "cidade" e pelos seus moradores.
É feita de escrava, estuprada (várias vezes), acorrentada e presa. E mais: é delatada por aquele que desde o início dizia amá-la, prometendo ajudá-la.
De início, o filme parece sugerir que a maldade das pessoas é normal, ou melhor, circunstancial. Parece que todos aqueles que estivessem na mesma situação agiriam de tal modo. Trata-se, é óbvio, de uma idéia falsa. A miséria da cidade e dos seus cidadãos não "exige" que eles sejam moralmente fracos. Essa idéia é tão equivocada quanto aquela que aponta miséria e violência numa relação de causa e conseqüência.
Mas o filme se redime no final. A maldade não pode ser encarada como algo acidental, circunstancial.
Vou ter que adiantar, de certa forma, o final do filme, e dizer-lhes o seguinte: o mundo, com certeza, ficou melhor sem Dogville!!! Artisticamente, a cidade e seus habitantes não mereciam outro final.