quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Duas leituras imprescindíveis antes da eleição.



Eu não vou votar. Como libertário, não concordo com a existência do estado e, conseqüentemente, não confiro legitimidade a nenhum governo. Portanto, decidi não votar. Votar significaria aceitar essa farsa chamada democracia, e eu definitivamente não aceito.

Se você não concorda comigo, acredita na democracia e acha que a eleição é uma possibilidade única de colocar pessoas boas no governo, peço encarecidamente que você pelo menos pare alguns minutinhos para ler dois textos.

O primeiro se chama "COMO OS PIORES SÃO ELEITOS", de autoria de Hans-Hermann Hoppe: http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=768.

O segundo se chama "POR QUE OS PIORES CHEGAM AO PODER", de autoria de Friedrich Hayek: http://www.mises.org.br/EbookChapter.aspx?id=237.

Por favor, leia os textos com bastante atenção.

5 comentários:

Tiago Lucas disse...

Professor, não há um posição de hipocrisia afirmar que não votará pelo desejo de não outorgar qualquer legitimidade ao governo, sustentando discordar da existência do Estado, e ao mesmo tempo trabalhar para ele?

André Luiz Santa Cruz Ramos disse...

Caro Tiago,
é, de fato, uma incoerência.
Mas há questões a serem sopesadas: 1) estou no serviço público em razão de escolhas que fiz há mais de 10 anos, quando tinha outra cabeça; 2) a profissão que eu escolhi é pesadamente regulada, tolhendo quase toda iniciativa empreendedorial criativa, o que faz com os jovens profissionais sejam praticamente empurrados pro serviço público; 3) mesmo trabalhando pro estado, eu luto (de dentro dele, inclusive) pela sua redução; 4) há anos aproximadamente metade da minha renda anual vem da iniciativa privada, fruto de minhas atividades como professor e autor.
Finalmente, recomendo a leitura desse texto: http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=146.
Forte abraço.

Tiago Lucas disse...

Obrigado pela resposta, professor. E obrigado pela sugestão de leitura. Desculpa pela forte expressão em meu comentário. É que não compro muito esse discurso de se ausentar do voto por desconsiderar a legitimidade do Estado por si só. Principalmente, quando o indivíduo tem uma posição influente sobre outros e há dois projetos de governo tão diversos em jogo, um que sustenta ampliação contínua e outro possível redução. Ainda que efetivamente não seja tão verdade. Também não considero o Estado legítimo, mas penso que uma forma de desconstruí-lo muito mais viável seja através de uma mudança cultural, voltando ao estímulo do empreendedorismo, uma crítica muito mais íntegra ao profissionalismo burocrático do que apenas dizer que não se votará por tais razões. Mas sei que você também tem atuado nesse sentido. Tenho amigos libertários que afirmam que fazem o mesmo, lutam contra a ampliação do Estado do lado de dentro, apesar de nunca terem me dito efetivamente muita coisa do que lograram conquistar até hoje. Parabéns pelas atividades extra-estado, talvez um dia alcance autonomia da dependência estatal, que penso que concordamos que tal financiamento ocorrendo pelo roubo. Abraço.

André Luiz Santa Cruz Ramos disse...

Não há pq se desculpar, meu caro.
Continuemos lutando, cada um do seu jeito.
Forte abraço.

Tiago Lucas disse...

Exato, professor, se acreditamos que a luta é meritória e possa ser efetiva também do lado de dentro, acreditamos que pessoas fazem a diferença e a decisão sobre quais serão essas pessoas é importante, por isso, posicionar-se sobre as eleições e mobilizar por uma escolha mais favorável aos ideias de liberdade é um papel de todo liberal.